Maria João Pires em Schubert, Debussy, Beethoven
É um concerto memorável que torna a lenda de Gstaad até hoje. O recital oferecido esta noite por Maria João Pires desperta o total apoio pela sua exigência artística e também pelo incrível desafio no papel de interpretar obras tão formidáveis e contrastantes: aliás, por duas vezes desde que cobiçoso obriga e redução do público, o festival duplicou este ano vários programas: uma performance adicional para os artistas. Este recital foi então apresentado às 18h00 e depois às 20h30. Para cada compositor, a intérprete sabe renovar a sua abordagem na tensão, na nuance, numa elegância interior que só lhe pertence. Uma oferta incrível para redescobrir partituras e escritos familiares que pensávamos conhecer. A característica de [muito] grandes intérpretes é dar a impressão de ouvir novas obras que parecem improvisadas durante o concerto. Maria João Pires faz-nos sentir isso além das nossas expectativas. A elegância interior de Maria João Pires em Schubert, Debussy, Beethoven (© R Faux 2021...